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Inventário de GEE: 4 erros comuns que podem comprometer sua estratégia de sustentabilidade

Créditos: Freepik

Nos últimos anos, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) dominou as pautas corporativas. Dentro desse universo, o Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) consolidou-se como a ferramenta primária para qualquer empresa que deseje entender seu impacto climático. Bancos, investidores e grandes clientes passaram a exigir estes dados para fechar negócios.

No entanto, com a pressa para se adequar às exigências do mercado, muitas organizações cometem falhas graves na elaboração desse documento. Um inventário impreciso é perigoso: ele pode levar a decisões estratégicas erradas e, no pior cenário, expor a empresa a acusações de Greenwashing.

Para garantir que sua empresa esteja no caminho certo, listamos os principais erros cometidos durante a elaboração do Inventário de GEE.

  1. Confusão no enquadramento dos dados

Este é o erro técnico mais frequente. O GHG Protocol divide as emissões em três escopos:

  • Escopo 1: Emissões diretas (ex: combustível da frota operada pela empresa).
  • Escopo 2: Emissões indiretas por energia (ex: consumo de eletricidade).
  • Escopo 3: Outras emissões indiretas da cadeia de valor (ex: viagens de negócios, transporte terceirizado, resíduos destinados).

Além disso, dentro dos escopos, existem categorias,  nas quais as fontes de emissão precisam ser enquadradas.

Classificar uma fonte de emissão no escopo e/ou categoria errados distorce completamente o resultado final e compromete as metas de redução.

  1. Uso de dados imprecisos

A qualidade do inventário depende diretamente da qualidade dos dados de entrada. Muitas empresas falham ao não ter um sistema de gestão de dados robusto, recorrendo a estimativas fora da realidade.

Em alguns casos, estimar dados é necessário, porém o cálculo da estimativa deve ser claro e fazer sentido com a realidade da empresa. A estimativa deve ser feita utilizando dados consolidados disponíveis na literatura nacional e/ou internacional.

  1. Negligenciar o Escopo 3

Muitas organizações focam apenas no que é obrigatório(Escopos 1 e 2) e ignoram o Escopo 3, alegando dificuldade na coleta de dados.

O problema é que, para a maioria dos setores, as emissões da cadeia de valor representam a maior fatia do impacto climático. Ignorar essa etapa pode entregar uma visão incompleta da realidade da empresa.

  1. Fatores de emissão desatualizados

O cálculo de carbono exige o uso de fatores de emissão específicos e atualizados (como os disponibilizados anualmente pelo Programa Brasileiro GHG Protocol). Usar fatores de outros países ou de anos anteriores, quando já existem fatores mais específicos, gera um resultado matematicamente errado.

No Inventário de GEE, precisão é segurança!

Um Inventário de GEE deve ser um documento auditável, transparente e tecnicamente robusto. Ele é a base para a descarbonização do seu negócio e para a abertura de novos mercados.

Não trate esse processo apenas como burocracia. Trate-o como inteligência de dados.

Sua empresa precisa elaborar um Inventário de GEE confiável e alinhado às normas nacionais e internacionais?

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